O resultado ampliou um contraste dentro da equipe em um fim de semana no qual Hamilton chegou a liderar o Treino Livre 3, mas não repetiu o mesmo rendimento na classificação nem na corrida. Depois da prova, ele relacionou a perda recente de desempenho às escolhas de acerto do carro. “Perdi muitos pontos nas últimas cinco corridas, mais ou menos”, disse o piloto. Em seguida, resumiu: “É aí que eu tenho perdido terreno”.
Ferrari teve limitações em reta e Hamilton sofreu nas curvas lentas
Além da diferença interna no resultado, a Ferrari também apareceu com menos velocidade de reta do que Mercedes e Red Bull ao longo do fim de semana. No caso de Hamilton, o cenário foi agravado por um forte subesterço nas curvas de baixa velocidade em Austin, um comportamento que comprometeu especialmente os trechos mais travados da pista.
Leclerc, por sua vez, conseguiu crescer na parte final da corrida e passou Max Verstappen e Lando Norris nas voltas decisivas. Depois, avaliou que sua posição de largada custou uma chance mais clara de disputar a vitória. “Se você olhar a classificação, no fim das contas, no Q3, foi extremamente difícil”, afirmou.
Vasseur cita oportunidade perdida, e México coloca foco na unidade de potência
O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, também mencionou a oportunidade desperdiçada na parte final da classificação, mas destacou que o ritmo de corrida existia. “No geral, quero ficar com o lado positivo do fim de semana, que é que o ritmo estava lá”, disse o dirigente.
Hamilton deixou a etapa um ponto atrás de George Russell no Mundial de Pilotos. A diferença aumenta o peso de cada resultado na sequência da temporada, sobretudo em classificações apertadas como a de Austin.
A próxima etapa será disputada no México, em uma pista localizada a 2.200 metros de altitude. Nesse cenário, o desempenho da unidade de potência da Ferrari passa a ser um fator técnico relevante depois de a equipe ter mostrado déficit de velocidade em reta nos Estados Unidos.
































