“Primeiro eu tenho que fazer o meu trabalho no México”, disse Antonelli. Questionado sobre a possibilidade de usar o número 1 como atual campeão, respondeu: “Eu ainda vou competir com o número 12”.
Antonelli lidera George Russell por 123 pontos, com 125 ainda disponíveis na temporada. Lewis Hamilton aparece 124 pontos atrás na classificação. Como dois pontos em uma corrida bastam para fechar a disputa, o piloto da Mercedes depende apenas do próprio resultado para selar o campeonato.
Se alcançar a pontuação necessária, Antonelli será o campeão mais jovem da história da Fórmula 1, com 20 anos, dois meses e oito dias. Ele também passará a integrar um grupo curto de italianos campeões da categoria, depois de Giuseppe Farina e Alberto Ascari.
Número 12 foi escolhido em referência a Ayrton Senna
O número 12 foi adotado por Antonelli em homenagem a Ayrton Senna, que correu com ele entre 1985 e 1988. Na temporada de 1989, Senna passou a usar o número 1 como defensor do título.
Na Fórmula 1, os números permanentes dos pilotos foram introduzidos em 2014. Desde então, o campeão pode optar entre manter seu número habitual ou trocar para o 1 no ano seguinte.
Apenas três campeões usaram o número 1 desde 2014
Mesmo com a possibilidade de adotar o número reservado ao campeão, poucos pilotos fizeram essa escolha nos últimos anos. Desde a introdução dos números permanentes, apenas Lando Norris, Max Verstappen e Sebastian Vettel correram com o 1 depois de conquistar o título.
Hamilton seguiu caminho diferente e manteve o número 44 mesmo após ganhar seis de seus títulos. A decisão de Antonelli, portanto, colocaria o piloto da Mercedes ao lado dos campeões que preferiram preservar sua identificação original no grid.
Farina foi o vencedor do primeiro campeonato da história da Fórmula 1, em 1950. Ascari confirmou seus títulos em 1952 e 1953; se Antonelli fechar a conta com os dois pontos de que precisa, será o terceiro italiano a conquistar a categoria.