A Ferrari vai definir no fim desta semana se usará no GP da Itália a nova unidade de potência preparada para os carros de Charles Leclerc e Lewis Hamilton. A equipe recebeu dois tokens de atualização pelo sistema ADUO para modificar o conjunto do SF-26, montou os motores atualizados e agora depende da liberação técnica para colocá-los em corrida.
A nova especificação promete cerca de 15 cavalos a mais em relação à anterior e também traz uma curva de potência diferente. A avaliação é especialmente relevante em uma etapa vista como importante para comparar a hierarquia dos motores depois das mudanças permitidas pelo ADUO.
Ferrari aguarda teste de resistência do motor 067/6
O novo motor foi batizado de 067/6 e recebeu mudanças nos turbos Garrett e na câmara de combustão. As alterações foram feitas para permitir o uso de um novo combustível aprovado pela Shell.
Antes de ser liberada para a pista, a unidade ainda precisa completar um teste de resistência. O requisito é fechar pelo menos o equivalente a seis GPs na bancada sem apresentar problemas de confiabilidade. Só depois disso a Ferrari poderá dar o sinal verde para instalar o conjunto atualizado nos SF-26.
A definição ainda não foi tomada. A previsão é de que a decisão saia apenas no fim da semana, quando a Ferrari concluir a análise sobre o uso das novas unidades de potência.
Monza será referência para medir efeito das mudanças
O GP da Itália aparece como uma etapa decisiva para entender o efeito prático das alterações liberadas pelo ADUO. No cenário atual, a Red Bull é apontada pela FIA como referência em motor de combustão interna, o que transforma a comparação de desempenho em um dos focos do fim de semana.
Além da questão técnica, a Ferrari terá uma pintura comemorativa especial nos carros em homenagem a Michael Schumacher.
O grid também já tem uma punição confirmada: Kimi Antonelli sofrerá penalidade por motor e vai largar pelo menos na 20ª posição.