De acordo com a análise, a Mercedes aparece entre 2% e 4% abaixo da Red Bull-Ford em potência, enquanto Audi, Ferrari e Honda estão acima de 4% de diferença. A FIA não anunciou nenhuma homologação adicional nesta rodada do ADUO.
FIA diz ter confiança na metodologia, apesar das críticas
O ADUO tem sido alvo de questionamentos porque considera apenas o motor de combustão interna, e não todos os elementos das atuais unidades de potência híbridas. Mesmo assim, a federação sustentou a solidez do processo.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, afirmou que “a análise é incrivelmente robusta, dando-nos um alto nível de confiança”.
A avaliação mais recente levou em conta as corridas disputadas desde a abertura da temporada até a 11ª etapa. A nova unidade de potência da Honda introduzida posteriormente não entrou nessa conta.
Red Bull pediu revisão, mas FIA rejeitou
A publicação dos resultados também confirma um movimento anterior da Red Bull para contestar a leitura da federação. A equipe pediu uma revisão da avaliação depois do GP do Canadá, mas o pedido foi negado.
O tema ganhou repercussão porque havia declarações públicas em sentido oposto no paddock. Laurent Mekies, diretor da Red Bull, chegou a dizer sobre a Mercedes: “Toto está certo. Eu também acho que eles têm a unidade de potência mais poderosa.” Ainda assim, a análise oficial da FIA segue apontando a Red Bull-Ford como o benchmark em potência.
No histórico do ADUO de 2026, a Mercedes recebeu uma homologação adicional para 2026 e 2027 após o primeiro trimestre da temporada. Audi, Ferrari e Honda receberam duas homologações adicionais para este ano e para o próximo. O próximo período de avaliação abrangerá as corridas entre o GP da Holanda e o GP da Cidade do México.