Na atividade classificatória, Charles Leclerc e Lewis Hamilton ficaram com o quarto e o quinto lugares. Mesmo assim, a leitura interna da Ferrari é de que o passo dado com as mudanças mais recentes ficou abaixo do esperado. Segundo os dados citados, a unidade de potência da Ferrari foi 5,6 km/h mais lenta na classificação em Monza na comparação com a Haas.
Vasseur afasta explicação ligada à gestão de energia
Ao comentar a limitação do carro, Vasseur foi direto ao apontar a origem do problema. “Não quero entrar em detalhes, mas quando você tem falta de potência pura…”, disse o dirigente. Em seguida, reforçou: “Honestamente, não se trata de gestão de energia.”
A avaliação ocorre em meio à comparação entre fabricantes em 2026. O sistema ADUO indicou que o motor mais forte é o da Red Bull, enquanto a Ferrari não deve alcançar o nível de potência da Mercedes nesta temporada.
Atualizações na Áustria e em Monza ficaram aquém do esperado
A Ferrari também admite que não conseguiu o salto de desempenho projetado depois das mudanças introduzidas na Áustria e em Monza. A atualização ADUO, que poderia abrir margem para reação ao longo do campeonato, não representou uma virada no jogo para a equipe.
Vasseur disse que esse limite já fazia parte da expectativa interna. “Não esperávamos nos recuperar com o ADUO 1 ou o ADUO 2”, afirmou.
Pelo regulamento do sistema de desenvolvimento, a Red Bull ganhou direito a uma atualização de unidade de potência em 2026 e 2027. Ferrari, Audi e Honda receberam duas atualizações cada. Na avaliação da Ferrari, porém, o prazo longo de entrega das peças do motor e o teto de gastos dificultam uma recuperação mais rápida ao longo da temporada.