Hamilton chegou à Ferrari no ano passado, depois de deixar a Mercedes, enquanto Leclerc está na equipe desde 2019. A discussão sobre a relação entre os dois ganhou força depois do episódio na corrida italiana, quando Leclerc empurrou Hamilton para fora da pista.
Coulthard vê Ferrari sem opção por prioridade entre os pilotos
Ao comentar a situação, Coulthard foi direto sobre a dificuldade da Ferrari em bancar um lado nessa disputa. “Eles não têm escolha”, disse. Em seguida, completou: “Não acho que seja uma opção para eles.”
O ex-piloto também indicou que a equipe provavelmente já trabalha com limites internos para evitar novos episódios entre os companheiros. “Suspeito que já tenham”, afirmou, ao falar sobre possíveis regras de engajamento dentro da Ferrari.
No contexto da Fórmula 1, contratos de pilotos frequentemente incluem cláusulas ligadas ao cumprimento de instruções de membros seniores da equipe, o que faz parte da gestão esportiva em disputas internas.
Manobra na primeira chicane ampliou a tensão entre os companheiros
No GP da Itália, Hamilton largou em quarto e tentou ultrapassar Leclerc na primeira chicane. A manobra terminou com Hamilton escapando da pista por instantes e perdendo seis posições. Coulthard avaliou que o piloto da Ferrari esperava mais espaço do companheiro no lance.
Durante a análise, o hoje comentarista da F1TV afirmou que Hamilton pagou o preço por tratar o companheiro como aliado direto na disputa. “Acho que Lewis Hamilton pagou o preço por pensar que seu companheiro de equipe era seu amigo”, disse. Ele também acrescentou: “Não acho que ele possa reclamar muito do Charles ter feito a linha dele.”
Hamilton deu sua versão do lance e afirmou que tinha direito a mais espaço. “Eu estava à frente no ápice da curva 2, o que me dava direito a mais espaço”, declarou. Leclerc resumiu o contato dizendo que os dois chegaram “perto demais”.
Ainda na corrida, Leclerc abandonou no fim da segunda volta.
































