O momento ganha ainda mais peso num país que não vê um campeão mundial de pilotos na F1 há 73 anos. Segundo Roberto Chinchero, do Motorsport, “este ano é bem diferente, porque o Kimi virou um candidato ao título”. O jornalista também lembrou que “um piloto italiano não vence o Mundial desde 1953”.
Do outro lado está a força histórica da Ferrari, que chega ao GP da Itália com uma pintura inspirada em Michael Schumacher. A prova é tratada como um evento quase religioso pelos fãs da equipe, em um ambiente em que a identificação com a marca costuma falar mais alto do que a torcida por um piloto específico.
Pesquisa aponta empate entre Ferrari e Antonelli
Uma pesquisa feita em julho com 1.835 italianos mostrou o tamanho do equilíbrio: Antonelli e Ferrari apareceram com 33,1% da preferência cada. Entre os torcedores mais jovens, porém, o piloto assume vantagem mais clara. Na faixa de 14 a 17 anos, ele lidera com 44,2%.
Giulia Toninelli, da Gazzetta dello Sport, afirmou que “Antonelli conseguiu atrair um novo público para a Fórmula 1”, enquanto a torcedora Mariangela Scaringi resumiu a força da Ferrari entre os italianos: “A Ferrari é uma religião por si só, por isso é muito raro as pessoas mudarem de equipe”.
Torcida mista vira marca do fim de semana
Esse cenário abriu espaço para uma torcida compartilhada, algo menos comum em um GP da Itália. O torcedor Julian Bello resumiu esse sentimento ao dizer: “Cresci torcendo pela Ferrari, apesar do meu amor pelo Antonelli”.
Além da disputa afetiva nas arquibancadas, o contexto esportivo amplia a expectativa em torno de Antonelli: a Itália também não vê um vencedor local no GP da Itália desde 1966, quando Ludovico Scarfiotti triunfou. Já a Ferrari tenta encerrar um jejum que, no campeonato de construtores, dura desde 2008.