O ADUO, sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities, cria um ranking a partir do desempenho de cada unidade de potência do grid. Pela regra, fabricantes que estiverem mais de 2% abaixo do desempenho de referência recebem tokens de desenvolvimento.
Medição considera só o motor de combustão interna
A principal objeção de Coulthard é técnica: os testes usados nesse sistema medem apenas a potência do motor de combustão interna. Para ele, esse recorte não contempla o quadro real de desempenho das atuais unidades de potência da Fórmula 1.
“Esse não parece ser o sistema mais justo para monitorar o desempenho da unidade de potência”, disse Coulthard. A crítica se concentra no fato de que a parte elétrica, tratada por ele como crucial para o rendimento, fica fora da medição que serve de base para o ranking.
Na prática, o modelo separa a avaliação da parte térmica do conjunto e desconsidera um elemento que influencia diretamente o desempenho total. Esse é o ponto levantado por Coulthard ao questionar a distribuição dos benefícios de desenvolvimento previstos no ADUO.
Coulthard cita simplicidade pedida pelas equipes
Coulthard afirmou ainda que a definição do sistema perdeu a chance de adotar um método mais completo. “Houve uma oportunidade perdida; a FIA explicou que as equipes pediram um mecanismo o mais simples possível”, declarou.
A observação coloca o foco na escolha por um critério simplificado para um conjunto técnico mais amplo. Embora o ADUO tenha sido criado para equilibrar o desenvolvimento entre fabricantes, a base da comparação permanece restrita à potência do motor de combustão interna.
Coulthard também mencionou a McLaren ao tratar dos efeitos desse formato de avaliação. “Sabemos, pelo caso da McLaren, que eles estavam frustrados”, afirmou, ao citar a insatisfação relacionada à unidade de potência.