A declaração foi feita em meio à discussão sobre o futuro da sprint, formato que segue dividindo opiniões no paddock. Para Alonso, a resistência aparece de forma imediata quando surge uma ideia de mudança. “As equipes têm todo o poder para votar contra qualquer ideia”, afirmou.
Alonso aponta bloqueio político contra mudanças
Ao comentar a dificuldade para alterar o formato, Alonso direcionou a crítica às equipes mais fortes do grid. Segundo ele, esse grupo reage rapidamente para impedir novidades. “As equipes de ponta se opõem muito rápido porque querem que tudo seja o mais chato possível”, disse o piloto da Aston Martin.
A avaliação de Alonso é que o modelo de governança da Fórmula 1 acaba travando discussões sobre alternativas para a sprint. Na prática, a crítica do espanhol é ao peso político das equipes com mais força nas votações, o que, na visão dele, reduz o espaço para testar ideias diferentes.
Alonso também evitou entrar em defesa pública de uma proposta específica para mudar o formato. Embora tenha atacado a estrutura de decisão, ele indicou que prefere não detalhar o que faria de diferente enquanto ainda está competindo na categoria.
Pacto de Concórdia é citado como caminho para rever o tema
Na visão do piloto, a próxima oportunidade concreta para discutir o assunto pode surgir no futuro Pacto de Concórdia. Alonso citou o acordo como um possível espaço para recolocar em pauta a forma como a Fórmula 1 trata o formato sprint e o processo de aprovação de mudanças. “Acho que isso é algo que precisa ser discutido pensando no futuro da categoria”, afirmou.
Ao mesmo tempo, ele deixou claro que não pretende se colocar agora como voz ativa na formulação dessas alterações. “Não posso opinar. Só quando me aposentar. Espero poder mudar isso”, declarou Alonso, ao explicar por que evita avançar publicamente sobre quais mudanças defenderia enquanto segue no grid.