Andrea Stella, da McLaren, resumiu o episódio como “inaceitável”. Zak Brown afirmou que os dois pilotos haviam sido orientados a agir com mais cautela na disputa direta, e a avaliação interna apontou Norris como o principal responsável pela manobra que provocou a colisão.
Equipe já havia pedido mais cuidado na briga entre os dois
Brown disse que os pilotos foram “orientados” a ser mais cuidadosos, num recado que ganhou peso depois do acidente no fim da corrida. A manobra de Norris aconteceu quando restava apenas a última volta e, na leitura feita após a prova, colocava em risco os dois carros da equipe por um ganho pequeno de posição e de pontos.
Depois da colisão, o próprio Brown admitiu que a McLaren também revisou sua atuação na condução do cenário. “Talvez houvesse algumas coisas que poderíamos ter feito de um jeito um pouco diferente”, afirmou.
O toque ainda teve um efeito imediato no resultado da equipe: antes do incidente, a McLaren ocupava a quarta e a quinta posições da Sprint. Após o contato, saiu com um abandono e apenas o oitavo lugar de Norris.
Norris foi repreendido e recuou da defesa inicial
Norris acabou repreendido pela equipe pela tentativa de ultrapassagem. O próprio piloto reconheceu que levou uma bronca da McLaren ao tratar o episódio como uma manobra pela qual foi “chamado a atenção”. Mais tarde, ele também recuou da posição inicial de que teria direito de tentar o ataque sobre Piastri naquele momento da corrida.
O caso ganhou peso extra por envolver um piloto em sua oitava temporada na Fórmula 1 e por surgir depois de outro choque entre os dois carros da McLaren em uma Sprint no ano anterior, nos Estados Unidos. Desta vez, a diferença é que a equipe deixou pública a irritação com o desfecho, com Stella usando a palavra “inaceitável” e Brown confirmando que já havia uma orientação prévia para evitar exatamente esse tipo de risco entre companheiros.