Doohan era visto como a alternativa mais forte a Camara na disputa interna pela vaga. O piloto correu sete vezes pela Alpine antes de perder o cockpit para Franco Colapinto, mas acabou fora dos planos da Haas para o próximo campeonato.
Acordo repete formato já usado com Bearman
O movimento aproxima ainda mais a Haas da Ferrari também na escolha de pilotos. Já existe um acordo entre as partes nos moldes do que acontece com Bearman, e a equipe usa vários componentes da Ferrari, com destaque para a unidade de potência.
A combinação entre fornecimento técnico e incentivo financeiro para receber pilotos ligados à Ferrari dividiu opiniões no paddock. Em avaliação de pessoas da indústria ouvidas pela publicação original, a Haas “vendeu a alma e virou o time B da Ferrari”. Os mesmos interlocutores classificaram a decisão como uma escolha que colocou a equipe em “águas turvas”.
Essas opiniões não representam uma posição oficial das partes, mas surgem no contexto da ampliação do vínculo entre Haas e Ferrari. A discussão gira em torno da independência da equipe depois de repetir com Camara um formato já adotado com Bearman.
Escolha por Camara fecha uma das principais portas para Doohan
A definição da Haas elimina uma das opções mais concretas para Doohan em 2027. Além de perder espaço para Camara, o piloto não é apontado neste momento como candidato a uma vaga na Cadillac.
A saída de Ocon em dezembro abriu o caminho para a mudança no line-up, e a Haas usou essa vaga para aprofundar a parceria com a Ferrari. Camara chega por um acordo já finalizado entre as duas partes, em mais um passo de uma relação que já incluía componentes técnicos e a presença de Bearman no projeto da equipe.