Sem esse quarto registro, Antonelli permaneceu dentro do limite de três infrações e preservou o resultado. O piloto terminou a prova 15,9 segundos à frente de Lando Norris, quarto colocado, e manteve o lugar no pódio sem acréscimo de tempo.
Por que o quarto episódio não valeu como infração
O regulamento de 2026 da Fórmula 1, no artigo B1.8.5, determina que os pilotos devem fazer todo esforço razoável para usar a pista o tempo todo e não podem deixá-la sem uma razão justificável. Foi esse enquadramento aplicado ao lance final de Antonelli.
As infrações contabilizadas para o piloto aconteceram na curva 2, em duas ocasiões, e na curva 19, uma vez. Já o quarto momento fora da pista não contou para efeito disciplinar depois que a situação foi analisada à luz das mensagens de rádio sobre dificuldades de frenagem.
A discussão sobre os freios apareceu nas comunicações da Mercedes durante a corrida e foi levada em consideração na avaliação do incidente. Isso manteve Antonelli no limite de três ocorrências, número que ainda não gerava a punição que colocaria o pódio em risco.
Mercedes conviveu com a pressão ao longo da corrida
Toto Wolff, chefe da Mercedes, relatou a apreensão da equipe enquanto Antonelli acumulava registros de limites de pista. “Isso nos deixa tensos. Já na metade da corrida, nós tínhamos três advertências”, afirmou.
Depois da prova, Wolff elogiou a forma como o piloto conduziu a situação até a bandeirada. “Acho que ele administrou a corrida e manteve a calma”, disse.
O dirigente também descreveu qual era a prioridade de Antonelli no momento em que a pressão aumentava dentro da prova: “Eu só precisava manter a calma aqui e garantir que terminasse a corrida.”
Com três ocorrências oficialmente registradas, duas na curva 2 e uma na curva 19, Antonelli seguiu elegível ao terceiro lugar porque a saída final foi enquadrada como justificável por causa dos problemas de freio relatados pela Mercedes durante a corrida.
































