Na projeção de corrida, a Mercedes surge 0s18 atrás da Ferrari, e a McLaren, 0s28. Mais atrás, Audi e Alpine formam um segundo grupo, com diferença superior a 1s2 por volta em relação à referência mostrada pela Ferrari.
Médios e Macios concentram as principais opções
Os dados de desgaste ajudam a explicar por que a corrida de uma parada ganhou força. Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1, afirmou que “este é um circuito de baixa severidade, tanto pelo desenho da pista quanto pela rugosidade do asfalto”.
Nesse contexto, os pneus Médios e Macios aparecem como as escolhas centrais para a prova. A perda estimada é de 0s08 por volta com os Macios, 0s065 com os Médios e 0s055 com os Duros. Mesmo com degradação ligeiramente menor, o composto Duro perde espaço nas contas estratégicas: as simulações indicam que planos com esse pneu ficam cerca de cinco segundos mais lentos no total da corrida.
Janelas de parada deixam duas combinações em aberto
A combinação Médio-Macio tem janela ideal de pit stop entre as voltas 28 e 34. Já a sequência Macio-Médio aparece como alternativa viável entre as voltas 26 e 32. Na prática, isso mantém abertas duas estratégias principais para boa parte do grid, sem necessidade de recorrer ao pneu Duro como caminho preferencial.
Entre os pilotos das equipes que aparecem na frente das simulações, Max Verstappen, George Russell, Lando Norris e Oscar Piastri ainda têm um jogo novo disponível. Esse detalhe pode influenciar a definição entre largar com Macios ou Médios, especialmente dentro dessas duas janelas de parada projetadas.
As simulações foram feitas em condições de temperatura ambiente próxima de 30°C e pista ao redor de 38°C. A possibilidade de tempestades durante a tarde, porém, pode alterar o cenário previsto para a corrida e mexer no comportamento dos pneus ao longo da prova.