“Acho que, hoje em dia, quem organiza as corridas é muito mais cauteloso”, disse Hamilton. Na avaliação do piloto, essa mudança também passa pelo perfil do grid atual: “Muitos dos mais jovens preferem não correr”.
Hamilton também reconheceu o risco de competir nessas condições, mas defendeu o valor esportivo desse cenário. “É mais arriscado? Claro que é”, afirmou. “É aí que você pode fazer a diferença.” Em outra declaração, resumiu sua posição de forma direta: “Eu adoro correr na chuva, pessoalmente.”
Largada atrasada e pista só para intermediários
A corrida citada por Hamilton teve a largada adiada em 40 minutos por causa das condições climáticas adversas. Na pista molhada, todos os carros usaram pneus intermediários, sem adoção dos compostos de chuva.
Foi a primeira corrida com chuva dos carros de 2026 em Sepang. No fim, Max Verstappen venceu uma prova disputada em meio a condições caóticas, enquanto parte do público demonstrou frustração por não ver mais ação em uma situação que poderia ter produzido ainda mais variações.
Outros pilotos divergiram sobre a condução da prova
Carlos Sainz concordou com a decisão tomada para o início da corrida. “Para mim, o momento em que a FIA deu a luz verde para correr foi correto”, afirmou o piloto da Ferrari.
Também houve relatos sobre o comportamento técnico dos carros de 2026 em pista molhada. Isack Hadjar disse que a pilotagem na chuva não ficou facilitada e resumiu a dificuldade com a frase: “Você simplesmente precisa de algo melhor.” Já Sergio Pérez avaliou de forma diferente o controle da entrega de potência das novas unidades. “É muito mais fácil do que eu pensava”, comentou.
Ao tratar do tema, Hamilton citou que duas de suas vitórias mais marcantes vieram em chuva forte, no GP do Japão de 2007 e no GP da Grã-Bretanha de 2008. O debate sobre a condução de corridas em pista molhada também remete ao GP da Bélgica de 2021, quando o grid andou atrás do safety car em uma situação semelhante.
































