Líder do campeonato com 84 pontos de vantagem sobre Russell, Antonelli descreveu um carro difícil de controlar ao longo da sexta-feira. “O carro está muito difícil de pilotar, muito imprevisível”, afirmou o piloto da Mercedes durante as atividades do fim de semana.
A diferença interna chamou atenção porque Russell apareceu como a principal referência da Mercedes em Singapura, enquanto Antonelli ficou mais distante do pelotão da frente. Ao comentar a perda de desempenho, o italiano admitiu que não via uma solução simples no curto prazo. “Sinceramente, não consigo enxergar onde podemos encontrar sete décimos”, disse.
Pacote novo do W17 segue no centro das dificuldades
A Mercedes introduziu um pacote de atualizações no W17 durante o GP da Malásia, e o comportamento do carro voltou a ser tema em Singapura. Depois do Treino Livre 1, Toto Wolff, chefe da Mercedes, reconheceu que a versão atualizada ainda não oferece respostas positivas consistentes.
“A versão atualizada do carro parece apresentar um comportamento mais complicado”, declarou Wolff.
As falas de Antonelli e Wolff colocam o foco justamente no efeito dessas mudanças, em um fim de semana no qual a Mercedes ainda busca entender por que o carro perdeu previsibilidade. O cenário também ganha peso porque os resultados iniciais não foram favoráveis ao líder do campeonato, tanto em volta lançada quanto na comparação direta com o companheiro de equipe.
Russell larga na frente dentro da Mercedes
Na classificação da sprint, Russell garantiu o segundo lugar no grid, enquanto Antonelli ficou em sétimo. A diferença de 0s573 entre os dois reforçou o contraste entre os lados da garagem da Mercedes no começo da etapa.
Além de terminar atrás do companheiro, Antonelli fechou a sexta-feira sem indicar de onde a equipe poderia tirar o tempo necessário para se aproximar da frente. Em Singapura, a Mercedes abriu o fim de semana com um de seus carros na primeira fila da sprint e o outro ainda tentando decifrar o comportamento do W17 atualizado.