O episódio aconteceu na curva 19, uma direita de alta velocidade que desemboca em uma longa reta. Lawson quase acertou o carro de Hamilton e reclamou imediatamente pelo rádio. “Isso é perigoso pra caramba. Meu Deus!”, disse o piloto da Racing Bulls.
Hamilton terminou a sessão em quinto, enquanto George Russell foi o mais rápido do Treino Livre 2.
Comissários apontam descumprimento de instrução de tráfego
Na análise do caso, os comissários examinaram imagens de vídeo, tempos de volta, telemetria, rádio da equipe e imagens onboard. A decisão se baseou nas notas do diretor de prova para o gerenciamento de tráfego naquele trecho da pista.
As instruções determinavam que carros em volta lenta permanecessem na extrema esquerda entre as curvas 16 e 18. Segundo a decisão, Hamilton não cumpriu essa orientação antes do incidente com Lawson. A manobra foi considerada perigosa, embora sem indicação de intenção por parte do piloto.
O ponto da pista em que tudo aconteceu aumenta a gravidade da situação: a curva 19 é feita em alta velocidade, e qualquer diferença de posicionamento ali afeta a aproximação para a reta seguinte. Foi nesse contexto que Lawson encontrou Hamilton à frente e precisou reagir para evitar uma batida.
Hamilton diz que a culpa não foi dos pilotos
Depois do incidente, Hamilton comentou o episódio e discordou de uma responsabilização direta dos competidores. “Não foi culpa dos pilotos”, afirmou.
A punição aplicada foi uma reprimenda, e não uma perda imediata de posições no grid. Ainda assim, ela entra na contagem disciplinar da temporada. Hamilton agora soma duas reprimendas por infrações de pilotagem em 2026; com cinco, a punição automática no grid passa a ser obrigatória.