A principal reclamação de Alonso é a forma como a gestão de energia passou a ditar a pilotagem. Segundo ele, o piloto precisa pensar demais em como distribuir a carga elétrica, a ponto de isso alterar o jeito de atacar uma curva ou uma sequência de alta.
Proposta mira uso mais longo da energia elétrica
Ao explicar a ideia, Alonso afirmou que o problema está menos na existência da parte elétrica e mais na forma como ela entrega desempenho. “Para mim, uma possível solução é reduzir a potência máxima da bateria para utilizá-la por períodos mais longos”, disse.
Em outra explicação sobre o comportamento dos carros atuais, o espanhol resumiu a dificuldade com uma frase direta: “Você precisa pensar muito antes de pilotar porque tudo é programado.”
Alonso também afirmou que o novo regulamento aumentou o peso da parte elétrica das unidades de potência, o que, na visão dele, levou a uma situação incomum no automobilismo. “Não existe nenhuma outra categoria do automobilismo em que você precise dirigir devagar para ir rápido”, afirmou.
Piloto diz que circuitos tradicionais perderam a graça
As críticas não ficaram só no conceito técnico. Alonso disse que pistas tradicionais foram prejudicadas pelo jeito como os carros de 2026 precisam ser conduzidos, citando Silverstone, Spa-Francorchamps e Suzuka entre os traçados afetados.
Sobre Silverstone, ele foi direto: “Silverstone, um circuito incrível, já não é divertido.” Em relação a Spa, o comentário foi ainda mais forte: “Spa foi quase constrangedor ao passar pela Eau Rouge.” Em outro momento, resumiu a frustração com uma avaliação ampla: “Há circuitos que foram assassinados este ano.”
Discussão já chegou à cúpula da categoria
Alonso afirmou que já conversou sobre o tema com Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1, e com Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA. As declarações foram dadas antes do Grande Prêmio do Azerbaijão.
O debate sobre gestão energética também apareceu fora da Aston Martin. Segundo o relato, a Honda classificou Silverstone como uma pista desafiadora justamente pela necessidade de administrar energia ao longo da volta.