O avanço, porém, não eliminou as limitações do carro. A equipe ainda convive com dúvidas para a corrida, especialmente pela falta de simulações longas com tanque cheio e pelos relatos dos dois pilotos sobre o comportamento nas frenagens.
Ajustes melhoraram o carro, mas equipe admite que ainda há pontos a entender
Tim Goss, diretor técnico da Racing Bulls e responsável pelas mudanças feitas nos carros, disse que a equipe viu progresso, mas sem considerar o trabalho encerrado. “Estamos satisfeitos por termos progredido, mas claramente ainda há mais a entender”, afirmou.
Segundo a equipe, a intervenção entre o TL3 e a classificação buscou dar mais previsibilidade ao carro nas zonas de frenagem e melhorar a resposta em trechos de baixa velocidade, dois pontos tratados como prioridade no acerto.
Lawson cita superaquecimento; Lindblad aponta frenagens como principal limite
Lawson indicou que perdeu rendimento na parte final de sua última tentativa e relatou superaquecimento. Na avaliação do piloto, a posição poderia ter sido melhor em outras circunstâncias. “Com um vácuo, acho que teríamos tido uma boa chance de chegar ao Q3”, disse.
Além da classificação, o piloto espera uma corrida exigente, com o gerenciamento de energia tendo papel importante ao longo das voltas. Já Lindblad apontou as frenagens como a principal limitação do carro neste momento, o que amplia a incerteza sobre o ritmo em condição de prova.
Objetivo passa a ser transformar o grid em chance real de pontuar
Mesmo com as ressalvas, a Racing Bulls vê as posições de largada como uma base para tentar entrar na zona de pontos. Lindblad resumiu a expectativa da equipe para a prova: “Vamos dar tudo o que temos e, com sorte, poderemos aproveitar ao máximo qualquer oportunidade.”
Goss afirmou que a meta agora é converter o 12º lugar de Lawson e o 15º de Lindblad em uma oportunidade concreta de disputar pontos.