A equipe não conquista um título de pilotos desde 2007. Em 2026, porém, Ferrari já venceu com seus dois pilotos: Lewis Hamilton ganhou em Barcelona, e Charles Leclerc venceu em Silverstone. Mesmo com essas vitórias, a condução de Vasseur segue sob questionamento, em especial por causa de atritos entre Hamilton e Leclerc, tema que alimenta a insatisfação com sua gestão.
Ao ser questionado sobre o próprio futuro, Vasseur evitou se alongar no assunto. “Não quero gastar energia discutindo meu futuro”, afirmou.
Horner volta ao radar em meio à pressão sobre Vasseur
O interesse de Horner surge num momento em que a Ferrari já estudava alternativas. A possibilidade de contar com um nome de fora pode mexer na forma como a equipe conduz uma eventual saída de Vasseur, embora a informação sobre esse planejamento interno circule em meio a relatos de bastidores.
Horner já havia tentado ser contratado pela Ferrari em 2022, antes da chegada de Vasseur ao comando. Agora, voltou a se colocar de maneira clara como alguém aberto a assumir a função. “A Ferrari é a única equipe da F1 pela qual eu abriria mão de me tornar acionista”, disse o ex-chefe da Red Bull.
Ferrari também tem opções dentro da própria estrutura
Se decidir por uma solução interna, a Ferrari tem ao menos dois nomes já posicionados em sua estrutura. Antonello Coletta, atual chefe do programa da marca no WEC, aparece entre os cotados para ganhar espaço no projeto. Outra possibilidade é Jerome d’Ambrosio, hoje chefe-adjunto da equipe de Fórmula 1.
Esses nomes entram no cenário enquanto a Ferrari tenta definir se a sequência de Vasseur ainda faz sentido apesar das vitórias conquistadas na temporada. A discussão interna não passa apenas pelos resultados de pista, mas também pelo comando do grupo em um ano marcado por choques entre Hamilton e Leclerc.
Vasseur assumiu a chefia da Ferrari em dezembro de 2022, depois de Horner já ter buscado uma aproximação com a equipe naquele mesmo ano.