O comentário ocorre em uma temporada de resultados muito fracos para Alonso. Até aqui, ele soma apenas três pontos, alcançou o TL2 só uma vez e largou em 21º ou 22º lugar em seis ocasiões. A Aston Martin-Honda enfrenta problemas de confiabilidade e também de performance, dois pontos que ajudam a explicar a permanência frequente do carro na parte de trás do grid.
Relação com a Honda volta a lembrar 2015
A frustração atual recoloca em pauta um histórico complicado entre Alonso e a Honda. Em 2015, o espanhol deixou a Ferrari para voltar à McLaren justamente no retorno da marca japonesa à Fórmula 1. Aquele projeto McLaren-Honda acabou marcado como um fracasso importante, e Alonso encerrou aquela temporada com 11 pontos.
O contraste com 2026 é relevante porque, mesmo em um cenário já ruim naquela fase, Alonso ainda havia somado mais pontos do que conseguiu até agora. Além disso, a campanha atual tem sido limitada também em classificação, com apenas uma passagem ao TL2 em toda a temporada.
Temporada ruim amplia dúvidas sobre o futuro
Além das dificuldades na pista, Alonso também aparece como crítico do regulamento da Fórmula 1 para 2026. O descontentamento com o pacote atual e o retrospecto da Aston Martin-Honda alimentam incertezas sobre a continuidade do piloto na categoria.
Em meio a esse cenário, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, comentou o futuro de Alonso e defendeu sua permanência na Fórmula 1. Em declaração dada em Madri, ele afirmou: “Não há como deixarmos Fernando sair”.
O futuro de Alonso segue indefinido, enquanto a parceria Aston Martin-Honda continua marcada por problemas de confiabilidade e desempenho, os mesmos fatores que vêm limitando os resultados do piloto ao longo da temporada.