A triagem começou com cinco nomes, mas Câmara e Leonardo Fornaroli se destacaram na fase mais adiantada da análise. A preferência atual pelo brasileiro, porém, não decorre de uma avaliação negativa sobre Fornaroli, e sim do conjunto de critérios usados pela Haas ao longo da seleção.
Haas avaliou adaptação ao carro e experiência técnica
Parte da análise técnica foi conduzida por Ayao Komatsu, com foco em aspectos como a adaptação dos candidatos ao carro. Nesse cenário, Câmara reuniu pontos considerados relevantes pela equipe: ele é piloto reserva da Ferrari, já acumulou experiência em testes com carros de Fórmula 1 e trabalha diretamente com engenheiros da fabricante.
Esse histórico pesa na comparação porque amplia o repertório técnico do brasileiro dentro do ambiente de desenvolvimento de um carro de F1. Além do trabalho em pista, a convivência com os engenheiros da Ferrari colocou Câmara em uma posição de destaque na avaliação da Haas, que observou não só velocidade, mas também capacidade de integração com a estrutura técnica.
Gene Haas impulsionou preferência pelo brasileiro
Outro elemento importante no andamento da disputa foi a atuação de Gene Haas, proprietário da equipe. Internamente, a preferência por Câmara ganhou força também a partir desse apoio. Em declaração reproduzida sobre o processo, a informação foi resumida da seguinte forma: “Câmara recebeu um impulso importante de Gene Haas”.
A influência do dono da equipe, no entanto, ainda não representa uma confirmação oficial da escolha. A definição da formação para 2027 segue em andamento, mesmo com o brasileiro em posição mais favorável neste momento.
Bearman, atual piloto da Haas, também tem ligação com a Ferrari por ter sido formado pela Ferrari Driver Academy. Se Câmara for confirmado, a Haas passará a ter em 2027 uma dupla com conexões diretas com a Ferrari: de um lado, um piloto reserva que atua com engenheiros da marca; do outro, um nome desenvolvido anteriormente pela academia da fabricante.