“Sinceramente, não acho que tenha existido um líder no time”, disse Palou ao comentar a dinâmica interna da Ganassi. Na mesma linha, acrescentou: “A forma como todo mundo trabalha na Ganassi não é baseada em um líder.”
Com a saída de Dixon, Palou passou a ser tratado como a principal referência da equipe. O espanhol está na Ganassi desde a temporada 2021 e conquistou o título logo no seu primeiro ano no time. Dixon, por sua vez, vinha de seu sexto campeonato da Indy em 2020 antes de deixar a equipe.
Palou rejeita rótulo dentro da estrutura da equipe
Ao falar de maneira direta sobre a possibilidade de ser visto como líder, Palou não deixou margem para interpretação. “Eu não gostaria de ser o líder”, afirmou.
A posição do piloto indica que, mesmo com a mudança de nomes, a Ganassi segue com uma divisão interna de responsabilidades sem transformar um de seus pilotos na voz principal do projeto. Palou tratou o funcionamento da equipe como um modelo em que todos participam do processo, em vez de uma hierarquia definida por um chefe entre os competidores.
Mudança na Ganassi coincide com fase de transição da Indy
O momento da equipe acontece em paralelo a uma etapa importante para a categoria no campo técnico. A Indy testa nos dias 9 e 10 de setembro de 2026 o IR-28, carro que será utilizado a partir de 2028.
Enquanto a categoria prepara essa transição, o calendário já aponta para a próxima etapa oficial: o GP de São Petersburgo, marcado para março de 2027. O cenário coloca a Ganassi em um período de reacomodação esportiva sem Dixon e com Palou como principal nome do time, embora o piloto rejeite a ideia de assumir um papel de liderança formal.