Fittipaldi chegou à HMD em 2026 na mesma estrutura utilizada por Caio Collet no ano anterior e construiu a campanha com margem pequena para erros. Ao longo da temporada, cometeu apenas uma falha apontada na classificação do GP de St. Pete e resumiu a abordagem adotada no campeonato: “Evitei novos acidentes, essa é minha marca registrada.”
Os principais resultados vieram com a vitória na corrida 1 em Indianápolis e com o fim de semana perfeito em Mid-Ohio, onde venceu as duas corridas e assumiu a liderança do campeonato. Naquele momento, Fittipaldi atribuiu o desempenho ao acerto do carro e afirmou que “a HMD finalmente entregou o melhor acerto do grid”.
Campanha competitiva aconteceu fora do cenário mais favorável
A temporada teve um contexto diferente dos anos anteriores na categoria. A Andretti não dominou a Indy NXT em 2026, enquanto Foyt e Cape apareceram como estruturas em evolução. Ainda assim, Fittipaldi sustentou a disputa pelo campeonato com um orçamento enxuto e sem estar no pacote mais forte do grid.
Depois de assumir a ponta após Mid-Ohio, o brasileiro perdeu terreno quando o carro deixou de ter a mesma competitividade em circuitos mistos e ovais. Esse desempenho abaixo da média em ovais também entra na conta de equipes que avaliam nomes para a Fórmula Indy.
Vice-campeonato tira prêmio e eleva barreira financeira para 2027
A consequência mais direta do vice é financeira. Sem o prêmio reservado ao campeão da Indy NXT, Fittipaldi passa a enfrentar obstáculo maior para viabilizar um programa na Fórmula Indy em 2027. O acesso à categoria exige investimento alto, e a estimativa para adquirir três chassis e peças chega a US$ 4 milhões.
O cenário também se insere em um momento de transição técnica, já que o novo chassi IR-28 está previsto para estrear em 2028. Até lá, a entrada em 2027 mantém custo elevado, especialmente para quem não conta com a verba destinada ao campeão da categoria de acesso.