Leclerc perdeu o controle logo após aliviar os freios mais cedo do que o normal na tentativa de se proteger do ataque de Piastri. A Ferrari saiu de trajetória, foi parar mais por fora na saída da curva e acertou a barreira com violência. O impacto da batida foi medido em 60G.
Trajetória mais aberta levou Ferrari à área externa da pista
Ao comentar o acidente, Brundle afirmou que Leclerc “entrou um pouco mais aberto na curva depois de se defender do Oscar Piastri”. Na sequência, ele detalhou o ponto exato que desencadeou a perda de controle: “Infelizmente, o pneu traseiro esquerdo ficou na faixa verde pintada”.
Segundo o relato, foi nesse trecho que o pneu atingiu um dreno, provocando a saída definitiva do carro. O acidente aconteceu quando Leclerc tentava sustentar a posição diante da McLaren de Piastri, num momento em que qualquer alteração na linha e na aplicação de freio tinha efeito direto sobre a estabilidade do carro na saída.
Ferrari investigou entrega de potência em situações de pouca tração
Depois da batida, Leclerc relatou que percebeu um comportamento diferente na forma como a Ferrari entregava potência. “Senti uma diferença em como o motor da Ferrari entregava sua potência”, disse o piloto.
Na apuração interna da equipe, o simulador da Ferrari indicou um pico de potência em situações com limitação de tração. Esse dado entrou na análise do acidente do SF-26, que estava com pneus Pirelli C5 no momento da prova.
Além dos danos no carro e do abandono precoce, Leclerc sofreu um efeito físico imediato após a batida. A pancada afetou temporariamente a visão do piloto no olho direito, mas o problema passou pouco depois.