Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da Honda, evitou divulgar qualquer número sobre ganho de potência, mas afirmou que o comportamento visto na pista repetiu o que já aparecia no dinamômetro. “Confirmamos o que vimos no dinamômetro, então isso foi algo positivo”, disse.
Atualização foi centrada no motor de combustão interna
Segundo Orihara, o primeiro pacote de atualização da temporada teve como alvo principal o motor de combustão interna. Apesar da validação do desempenho esperado, a fabricante ainda identificou pontos a corrigir no uso do carro.
“Identificamos alguns pontos a serem melhorados em termos de dirigibilidade”, afirmou Orihara, ao comentar a performance observada em Zandvoort. A Honda já havia detectado esse tipo de dificuldade desde Spa-Francorchamps.
Um dos cuidados adotados pela fabricante foi justamente não transformar a estreia do pacote em uma discussão sobre potência máxima. Orihara levou anotações para a coletiva e evitou entrar em detalhes sobre eventuais ganhos numéricos do novo conjunto.
Aston Martin aponta influência do chassi no comportamento do carro
A avaliação sobre a dirigibilidade não ficou restrita à unidade de potência. Mike Krack, diretor técnico de pista da Aston Martin, disse que a característica depende também de como o carro responde como um todo. “A dirigibilidade não é apenas uma questão da unidade de potência; é também uma questão do chassi”, afirmou.
Essa leitura mantém em aberto a origem exata do comportamento que ainda precisa ser refinado, já que a resposta do carro envolve a integração entre o motor e o restante do projeto.
Orihara também indicou que, neste momento, não há previsão de novas mudanças de hardware voltadas a melhorar o desempenho. Isso significa que a evolução da dirigibilidade deverá passar por ajustes sem a introdução de um novo pacote mecânico no curto prazo.