O episódio recente se soma a uma sequência de casos frequentemente lembrados quando o assunto é estratégia da Ferrari. A associação entre a equipe e decisões discutidas atravessa diferentes fases da Fórmula 1 e voltou ao centro do debate após a corrida em Monza.
Histórico de episódios pesa sobre leitura da decisão
Entre os exemplos mais citados está a mudança de rumo após a saída de Ross Brawn, apontada como um marco importante na condução estratégica da Ferrari. Desde então, diferentes corridas passaram a ser usadas como referência quando a equipe opta por caminhos que geram questionamentos.
Em 2009, Kimi Raikkonen fez uma troca prematura de pneus no GP da Malásia. No fim de 2010, Fernando Alonso teve sua corrida comprometida pelo momento da parada na decisão do campeonato em Abu Dhabi. Já em 2016, Sebastian Vettel permaneceu com pneus supermacios durante a bandeira vermelha no GP da Austrália, em outra escolha que gerou debate.
Debate atual ganha força pelo peso do passado
No caso de Hamilton, o centro da discussão é se a Ferrari deveria ter aproveitado o regime de VSC para antecipar a parada. Ainda que o cenário específico da prova atual tenha suas particularidades, a repercussão da escolha foi ampliada justamente pelo histórico da equipe em situações semelhantes.
A lembrança desses episódios anteriores mantém a Ferrari sob escrutínio sempre que uma decisão de pit wall interfere diretamente no resultado ou na disputa de posição em corrida.
O retrospecto inclui ainda o desfecho de Abu Dhabi em 2010, quando Alonso ficou preso atrás de Vitaly Petrov após sua parada, um dos casos mais emblemáticos associados às decisões estratégicas da Ferrari nos últimos anos.