A atualização da Ferrari elevou a potência em cerca de 15 a 20 cavalos e reduziu pela metade a desvantagem que a equipe tinha para a Mercedes nesse aspecto. Ainda assim, a análise após a corrida indicou que o avanço não se traduziu no efeito esperado no fim de semana.
Monza expôs diferença entre potência e acerto de corrida
Em um circuito sensível à potência, os dados do GP da Itália ajudaram a dimensionar o cenário entre as duas equipes. Lewis Hamilton apareceu 11 mph mais rápido que Kimi Antonelli na medição de velocidade final, mas a corrida mostrou que o desempenho bruto em reta não explicou sozinho o resultado.
Antonelli venceu largando de 19º no grid, em uma corrida que marcou a primeira vitória de um italiano em Monza desde 1966. Já Hamilton sofreu mais com a degradação dos pneus depois de forçar além do ideal nas chicanes, o que comprometeu seu ritmo ao longo da prova.
Ferrari melhora, mas motor de 2026 segue como ponto de atenção
Mesmo com o avanço recente, o motor de especificação 2026 da Ferrari segue tratado como um problema relevante dentro do cenário competitivo apontado após Monza. O SF-26 usa um turbo maior, e o traçado italiano ajudou a expor com clareza as questões de desempenho ligadas ao conjunto de potência.
Do lado da Mercedes, a confiança no W17 sem novidades imediatas também pesou na decisão de não acelerar alterações. A equipe entende que, depois do que viu no GP da Itália, pode encarar a Ferrari de forma mais equilibrada sem uma reação imediata no desenvolvimento da power unit.