Em um cenário considerado típico, um carro de F1 cobre entre 70 e 80 metros no início da largada. Já na freada, a desaceleração média chega a ser o dobro da aceleração vista nesse momento inicial. É essa diferença que ajuda a explicar por que o sistema de freios é tratado como um elemento crítico para o rendimento do carro.
Monza mostra o nível extremo da desaceleração
Um dos exemplos mais claros aparece na aproximação do Rettifilo, em Monza. Nesse trecho, um carro de Fórmula 1 reduz a velocidade de 209 mph para 55 mph em apenas 2,75 segundos. A zona de frenagem começa a cerca de 350 metros da curva, o que coloca enorme carga sobre carro, pneus e piloto em um espaço muito curto.
Nesse tipo de manobra, a desaceleração pode atingir picos de aproximadamente 5,5G. Na prática, isso significa uma força muito superior àquela experimentada na saída de um grid de largada, mesmo em uma arrancada ideal.
Frear não é só reduzir velocidade
A importância da frenagem na F1 está diretamente ligada ao tempo de volta. Como a perda de velocidade acontece em um intervalo curto e com cargas extremas, o funcionamento do sistema de freios se torna determinante para que o carro consiga entrar na curva no ponto certo e manter desempenho ao longo da volta.
Os dados também mostram o contraste entre as duas fases mais violentas de variação de velocidade em um carro de Fórmula 1: a largada perfeita gira em torno de 1,2G de aceleração, enquanto as maiores freadas podem alcançar cerca de 5,5G, com desaceleração média aproximadamente duas vezes maior do que a aceleração registrada na saída.