As críticas de Briatore surgiram depois das sanções a Gasly. Ele questionou a imparcialidade de Marchino, acusando o integrante do painel de atuar como um “promotor” durante a audiência e alegando ainda que o juiz teria ligações com a McLaren.
FIA cita regras de independência e ausência de contestação na audiência
Na resposta, a Corte Internacional de Apelação indicou que os procedimentos formais para a escolha dos juízes foram respeitados. Dentro desse protocolo, os integrantes do painel apresentam declarações anuais de interesses e também assinam, em cada caso, uma declaração específica de independência.
A manifestação da FIA também destacou que nenhuma contestação foi apresentada no decorrer da própria audiência, nem sobre a composição do painel nem sobre a forma de atuação dos juízes no caso.
Esse ponto aparece no centro da resposta porque Briatore passou a atacar a condução do processo depois das decisões envolvendo Gasly, em vez de ter formalizado uma objeção durante a sessão em que o recurso foi analisado.
Alegação sobre McLaren cita evento de 2018
Entre os argumentos levantados por Briatore, estava a participação de Marchino em um evento da One Drop Foundation realizado em 2018, em Beverly Hills. A menção foi usada para sustentar a tese de que haveria uma conexão do juiz com a McLaren.
O episódio citado, porém, envolve a McLaren Special Operations, divisão de veículos de rua da marca, e não a equipe de Fórmula 1. A acusação sobre essa suposta ligação, portanto, não foi comprovada a partir desse elemento.
Andrea Stella respondeu publicamente às alegações de Briatore. “Quem faz acusações desse tipo precisa estar preparado para sustentá-las”, afirmou.