Ao tratar do tema, Alonso lembrou as condições extremas enfrentadas no Catar em 2023 para relativizar a ideia de que a idade, por si só, seja um limitador físico. “Quando corremos no Catar em 2023, eu tinha 42 anos. Todo mundo estava quase morto no parque fechado”, afirmou o piloto.
Alonso diz que fator decisivo é a motivação
Na resposta aos questionamentos sobre longevidade na F1, Alonso centrou o argumento na disposição para continuar correndo, e não no número de anos. “A idade não é um problema. O que conta é a motivação, a diversão e o que ainda resta conquistar”, disse.
O tema aparece em um contexto em que a exigência física da Fórmula 1 costuma ser comparada à de outras modalidades, embora de forma diferente. Também há a avaliação de que os carros atuais são mais fáceis de pilotar, o que entra na discussão sobre a permanência de pilotos mais velhos no grid.
Catar de 2023 virou referência no debate físico
A lembrança do GP do Catar de 2023 não foi casual. A prova ficou marcada pelo calor e pelas dificuldades enfrentadas por vários pilotos ao fim da corrida. Entre os nomes citados nesse cenário estão Esteban Ocon, Lance Stroll e Logan Sargeant, todos afetados pelas condições climáticas extremas.
Foi justamente esse episódio que Alonso resgatou para responder ao debate sobre sua capacidade de seguir em alto nível. Ao citar que tinha 42 anos naquela corrida, o piloto vinculou o argumento a uma situação recente de esforço físico severo dentro da própria Fórmula 1.
O nono lugar no GP da Holanda deu base estatística imediata à discussão. Com o resultado, Alonso entrou em um recorte histórico que não aparecia desde o GP da Suécia de 1974, quando Graham Hill foi o último piloto com mais de 45 anos a marcar pontos na categoria.