Na luta pelo campeonato, Lando Norris aparece 83 pontos atrás de Antonelli. Hamilton, por sua vez, tem 28 pontos de vantagem sobre Charles Leclerc, enquanto Norris soma 55 pontos a mais que Oscar Piastri.
Hakkinen vê resistência maior dos fãs a um piloto tratado como número 2
Ao comentar a possibilidade de uma equipe definir internamente um piloto prioritário, Hakkinen questionou: “Que equipe vai fazer esse tipo de mudança?”. Na visão do ex-piloto, a reação do público hoje seria dura caso um time decidisse rebaixar um dos seus competidores ao papel de apoio.
Hakkinen também observou que a relação do público com esse tipo de decisão mudou ao longo do tempo. “A base de fãs mudou na Fórmula 1”, disse. Ao lembrar a filosofia que viveu na carreira, acrescentou: “Nós queríamos dar aos dois pilotos a mesma oportunidade”.
O bicampeão também citou diferenças históricas de abordagem entre equipes. No caso da Ferrari, Michael Schumacher teve status de número 1 desde a primeira corrida de uma temporada, enquanto Hakkinen lembrou uma linha de atuação voltada a oferecer condições equivalentes aos dois lados da garagem.
Debate ganha força após episódios com Mercedes e Ferrari
O tema voltou ao centro das discussões depois de episódios recentes dentro de equipes que disputam posições importantes no campeonato. A Mercedes usou ordens para permitir que Russell deixasse Antonelli passar. Já Hamilton demonstrou irritação com a estratégia adotada pela Ferrari no GP da Holanda.
Hakkinen considerou natural a reação do piloto da Ferrari. Segundo ele, as emoções de Hamilton foram “absolutamente normais”.
Com 11 etapas restantes, a discussão sobre ordens de equipe tende a continuar no paddock porque a vantagem de Antonelli ainda convive com perseguições abertas em diferentes frentes da tabela, incluindo Russell e Hamilton na mesma equipe e a disputa entre Norris e Piastri em outra formação.