Ao explicar a motivação da família, Logano disse que a lógica era buscar o nível mais alto de competição possível desde cedo. “Meu pai acreditava que você só é tão bom quanto a sua concorrência”, afirmou.
Idade foi alterada para permitir a inscrição
De acordo com Logano, a mudança aconteceu no momento em que ele completou 10 anos. “Quando fiz 10 anos, virei 12 por um ano”, contou, ao descrever como a documentação foi ajustada para liberá-lo nas corridas.
O piloto disse que participou de cerca de sete ou oito provas com o documento falsificado. No relato, ele também afirmou que havia apoio interno na categoria para viabilizar a inscrição: “Tínhamos um cara lá dentro que comandava a categoria”.
A fraude foi descoberta porque havia duas certidões de nascimento arquivadas. Foi esse detalhe que encerrou a tentativa de mantê-lo correndo acima da faixa etária permitida.
Rotina da família era inteiramente voltada ao automobilismo
Logano contou ainda que sua formação foi toda direcionada para a carreira nas pistas. Ele estudava em casa e tinha a rotina concentrada exclusivamente no automobilismo, enquanto a família organizava a própria vida em função desse projeto.
Segundo o piloto, o pai chegou a vender a empresa de coleta de lixo da família para sustentar sua trajetória no esporte. A decisão fazia parte do investimento na carreira desde a infância, período em que a prioridade era ampliar o tempo de pista e acelerar o desenvolvimento em categorias de base.
Ao recordar o momento em que foi avisado de que não poderia mais competir daquela forma, Logano resumiu a reação que teve ainda criança: “Você só tem 10 anos. Como assim?”