Vasseur assumiu o comando da Ferrari no início de 2023 e recebeu um novo contrato em julho do ano passado. Mesmo assim, o ambiente voltou a ficar sob escrutínio depois de erros de tomada de decisão que tiraram da equipe a chance de pódio no GP da Holanda, em um fim de semana marcado também por uma polêmica de ordens de equipe envolvendo Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
Ex-presidente fala em solidão de Vasseur
Ao comentar a situação interna da Ferrari, Montezemolo disse ver um problema acima do trabalho diário do chefe da equipe. “Sinto a solidão de Vasseur”, afirmou o ex-presidente da Ferrari.
Montezemolo também repetiu uma crítica mais ampla à cadeia de comando. “Há anos venho dizendo que existe uma falta de liderança em Maranello”, declarou. A observação se conecta à dúvida levantada por ele sobre o nível de apoio que Vasseur recebe da hierarquia da Ferrari.
A mudança de tom chama atenção porque Montezemolo já havia criticado a liderança da Ferrari sob Vasseur. Agora, a cobrança se concentra menos na figura do chefe da equipe e mais no suporte institucional ao trabalho dele.
Pressão aumenta após decisões no GP da Holanda
A Ferrari saiu do GP da Holanda sem pódio após erros de decisão ao longo da prova. No mesmo evento, Hamilton terminou a oito décimos de George Russell, em um contexto que aumentou o debate sobre as escolhas da equipe e a condução esportiva do fim de semana.
Montezemolo tem histórico de defender publicamente dirigentes da Ferrari em momentos de crise. Em 2002, por exemplo, apoiou Jean Todt durante a repercussão do GP da Áustria, episódio que teve forte discussão sobre ordens de equipe.
Ao falar sobre suas expectativas para a próxima corrida da Ferrari em casa, Montezemolo citou os dois pilotos do time. “Não dá para controlar o coração. Espero uma façanha de Hamilton ou Leclerc”, disse o ex-presidente.