Verstappen renovou com a Red Bull até 2030, e Wolff tratou o tema de forma teórica ao comentar como seria a adaptação do piloto a outro ambiente. Segundo o chefe da Mercedes, a equipe poderia oferecer um contexto semelhante ao que o tetracampeão encontra hoje.
Wolff fala em encaixe possível e destaca a dinâmica interna
Ao abordar a hipótese de Verstappen na Mercedes, Wolff disse que não teria receio de trabalhar com um piloto visto por parte do paddock como difícil. “Eu nunca teria receio de trabalhar com um piloto que seja visto como alguém difícil”, afirmou o diretor da Mercedes.
Na visão do dirigente, a questão central não seria o talento do piloto, mas o funcionamento da estrutura ao redor dele. “Acredito que a mentalidade que descrevi anteriormente exige que a dinâmica funcione”, disse Wolff. Em outro momento, resumiu a avaliação sobre uma eventual convivência com Verstappen: “Acho que poderíamos ter acomodado isso.”
Wolff também declarou que não teria medo de juntar Verstappen com Antonelli, num cenário hipotético de formação da dupla na Mercedes.
Contexto mudou em relação ao ano passado
Em declarações anteriores, Wolff já havia indicado que a porta da Mercedes para Verstappen não estava totalmente fechada, embora tenha ressaltado que o contexto de 2026 é diferente do do ano passado. “A situação era muito diferente do que foi no ano passado”, afirmou.
O dirigente também respondeu positivamente quando foi questionado se ainda via alguma possibilidade de Verstappen correr pela Mercedes no futuro. “Sim, está. De algum jeito, eu tenho essa sensação”, disse.
Ao mesmo tempo, a Mercedes já tem George Russell e Kimi Antonelli confirmados como pilotos para 2027, enquanto Verstappen segue sob contrato com a Red Bull. Wolff ainda comentou que, com a maturação do regulamento, a tendência é de aproximação entre as equipes: “Não. Quanto mais os regulamentos amadurecem, mais as equipes vão alcançar umas às outras.”