O ponto central para a Ferrari em Monza é a gestão de energia ao longo da volta. O circuito tem poucas áreas de recarga de bateria, o que complica o uso do sistema híbrido e aumenta o peso das decisões sobre quando recuperar e quando liberar energia. A própria Ferrari indicou que passou a se apoiar em IA para esse trabalho.
O cenário ganha importância extra porque a SF-26 não tem a mesma velocidade de reta da Mercedes W17. Em uma pista em que esse fator pesa tanto, qualquer ganho da unidade de potência e qualquer acerto na distribuição de energia passam a ter impacto direto no fim de semana.
Ferrari libera segunda evolução do motor para a etapa italiana
Hamilton e Leclerc receberão em Monza a segunda evolução do motor da Ferrari, identificada como ADUO2, sem perda de posições no grid. Antes da etapa, a equipe validou a confiabilidade do pacote.
A atualização entrega um ganho de cerca de 15 cavalos e mexe em áreas centrais do conjunto: a câmara de combustão, o turbo e as características do combustível. A combinação entre esse avanço e a gestão mais refinada do sistema híbrido é a base da tentativa da Ferrari de reduzir a desvantagem de desempenho em reta.
Como Monza oferece poucas oportunidades de recarga, a estratégia não se resume ao motor de combustão interna. O desafio passa por equilibrar o uso da parte elétrica da unidade de potência ao longo da prova, especialmente em um circuito no qual a velocidade máxima é decisiva.
Antonelli perde posições, e Hamilton mira marca histórica
Do lado da Mercedes, Andrea Kimi Antonelli vai receber punição no grid por trocar a unidade de potência em Monza. Antes do GP da Itália, ele tem 59 pontos de vantagem sobre Hamilton na classificação.
Hamilton também chega à etapa com uma meta histórica. O piloto afirmou: “Estou tentando ser o primeiro britânico a vencer o GP da Itália pela Ferrari desde 1964.” A última referência citada para esse feito é John Surtees.