O momento recente expôs o contraste entre os dois lados da garagem. Piastri foi sexto em uma das provas e abandonou na outra, enquanto Norris venceu na Hungria e na Holanda. Na corrida mais recente, o australiano ainda terminou 32 segundos atrás do companheiro de equipe.
Piastri reconheceu que o problema não foi isolado. “Infelizmente, não é a primeira corrida em que o ritmo simplesmente não apareceu”, disse o piloto da McLaren.
Piastri encontrou carro melhor no sábado do que no domingo
Mesmo com dificuldades em corrida, Piastri mostrou sinais melhores na classificação. Ele liderou a SQ2 e o Q1 em Zandvoort e afirmou que se sentiu mais confortável nas fases iniciais do quali. “Acho que na classificação me senti muito mais à vontade no Q1 e no Q2”, afirmou.
O cenário mudou em condição de baixa aderência, um ponto que tem aparecido como preocupação. Na prova mais recente, Piastri caiu para quarto na volta 19 depois de uma parada lenta de 5s4 nos boxes, fator que também atrapalhou a execução da corrida.
McLaren atribui dificuldade a fator técnico
Andrea Stella, chefe da McLaren, descartou uma explicação emocional para a fase de Piastri e apontou uma causa técnica. “Não acho que tenha nada a ver com qualquer tipo de questão psicológica — isso é puramente técnico”, afirmou.
Stella também disse que a equipe identificou mais de um elemento por trás do desempenho abaixo do esperado. “Houve dois fatores que afetaram Oscar”, afirmou o chefe da McLaren.
O contexto técnico da temporada ajuda a explicar a adaptação mais difícil: as regras de 2026 reduziram os níveis de downforce, e Piastri ainda busca uma janela mais consistente de desempenho desde sua última vitória, conquistada em Zandvoort, em agosto do ano passado.