Fred Vasseur, chefe da Ferrari, afirmou que o principal problema da equipe foi não avisar Hamilton sobre a expectativa de que ele levasse o stint até o fim. No fim da prova, o piloto terminou a menos de um segundo de Russell, que fechou o pódio.
Ferrari admite problema no plano para Hamilton
Segundo Vasseur, Hamilton e Charles Leclerc estavam em estratégias diferentes durante a corrida, e a Ferrari esperava uma execução que não foi comunicada com clareza ao heptacampeão. “O principal problema é que não dissemos ao Lewis que esperávamos que ele fosse até o final”, afirmou o dirigente.
Vasseur também evitou simplificar a análise da corrida apenas pelo resultado final e disse que decisões desse tipo sempre ficam mais fáceis de julgar depois da bandeirada. “Você sempre pode dizer depois da corrida que teria sido melhor fazer isso na volta 46”, declarou.
Leclerc também questionou o efeito da própria estratégia na fase final. O piloto avaliou que sua última parada comprometeu a chance de recuperar posição: “Parar poucas voltas depois do Russell praticamente eliminou minhas chances de retomar a posição.”
A Ferrari ainda lidou com as consequências de um desempenho ruim na classificação, fator que ajudou a limitar as opções estratégicas da equipe no domingo.
Mercedes explica troca entre Russell e Antonelli
Do outro lado da disputa, a Mercedes informou que revisou internamente a ordem de equipe dada no fim da prova e manteve a avaliação de que a decisão era a mais segura para conservar seus dois carros no pódio. Russell cedeu a segunda posição para Antonelli depois de inicialmente questionar a instrução, e a corrida terminou com Antonelli em segundo e Russell em terceiro.
O momento decisivo veio após o safety car virtual provocado por Esteban Ocon na volta 55. A Mercedes considerou que a troca de posições era fundamental dentro do cenário criado pela estratégia e descartou a alternativa de Antonelli ajudar Russell com o vácuo. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da equipe, explicou que a manobra não traria ganho relevante. “No fim, decidimos que não é um ganho enorme em termos de tempo de volta”, disse.
Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, afirmou que a equipe repetiria a mesma escolha mesmo se os papéis estivessem invertidos. “Acho justo dizer que teríamos feito exatamente a mesma coisa.” Ele também explicou que, se Russell tivesse feito a mesma parada, voltaria atrás de uma das Ferraris. Shovlin ainda elogiou a parte final da corrida do britânico: “É um esforço realmente impressionante do George.”