“Temos de reconhecer que eles estavam realmente muito rápidos”, afirmou Wolff ao comentar a performance da McLaren. Segundo ele, a Mercedes teve uma condição melhor no início com os pneus médios, mas não conseguiu sustentar o mesmo nível quando a corrida avançou e a rival abriu uma margem clara.
Diferença apareceu no ritmo de evolução ao longo do ano
Na avaliação de Wolff, o quadro não se resume ao que aconteceu em um único fim de semana. O dirigente relacionou a perda de terreno ao ritmo de desenvolvimento das equipes ao longo da temporada, com McLaren e Ferrari adotando uma postura mais agressiva na parte inicial do campeonato, enquanto a Mercedes optou por distribuir seus recursos de forma mais equilibrada.
Esse tipo de escolha pesa porque uma atualização importante pode valer vários décimos de segundo. Em um cenário tão apertado, esse ganho é suficiente para alterar a ordem de forças entre as equipes de uma fase para outra da temporada.
Mercedes cita limitação para reagir de imediato
Wolff também afirmou que a Mercedes não tem liberdade financeira para responder imediatamente ao volume de atualizações levado por McLaren e Ferrari. “O orçamento disponível foi distribuído ao longo do ano”, disse o chefe da equipe ao explicar por que a reação não pode ser automática.
Além do reconhecimento da superioridade da McLaren na segunda metade da corrida, Wolff afirmou que a Mercedes ainda precisa identificar por que não conseguiu reproduzir esse salto de performance. “Precisamos entender por que isso não aconteceu do nosso lado”, declarou.
Apesar da diferença mostrada no GP da Holanda, Wolff afirmou que acredita em mudança de cenário mais adiante na temporada, justamente porque as equipes seguiram caminhos distintos na forma de aplicar seus recursos e acelerar o desenvolvimento do carro.