“Acho que ainda não entendemos completamente o novo pacote”, disse Russell, piloto da Mercedes. Segundo ele, o principal incômodo apareceu no equilíbrio em curva: “O carro nas curvas não está do jeito que queremos.”
A avaliação de Russell indica que a Mercedes ainda busca uma faixa de acerto que permita fazer o conjunto novo funcionar melhor em um fim de semana com exigências pouco usuais dentro da temporada. A preocupação central, por enquanto, está no desempenho do próprio carro, sem que o piloto tenha detalhado números ou mudanças específicas no acerto.
Altitude e carga máxima mudam o comportamento do carro
O circuito do GP do México impõe um cenário técnico particular por causa da altitude e das características aerodinâmicas da pista. Em boa parte do calendário, as equipes trabalham com carga aerodinâmica média, mas no Autódromo Hermanos Rodríguez a configuração passa para carga máxima, o que altera a resposta do carro e aumenta a sensibilidade do acerto.
Foi nesse contexto que Russell comparou a situação da Mercedes ao que a equipe já havia enfrentado na Malásia, ao citar um tipo de comportamento fora do padrão mais comum visto em outras etapas. A dificuldade, no caso, não apareceu como um problema isolado de um setor da pista, mas como uma limitação mais ampla de equilíbrio.
Ferrari começa o fim de semana como referência
Enquanto a Mercedes tentava entender melhor o próprio pacote, a Ferrari foi a principal referência da sexta-feira. Charles Leclerc liderou as duas sessões de Treino Livre, o que colocou a equipe italiana na frente no início do fim de semana.
Russell também apontou esse cenário ao falar dos adversários. “A Ferrari parecia muito forte”, afirmou. O quadro da sexta-feira, portanto, reuniu dois pontos para a Mercedes: a necessidade de evoluir o entendimento das atualizações e um começo de fim de semana em que Leclerc apareceu como o nome mais rápido das duas sessões.