Bortoleto chegou a marcar 1:21.916s em sua primeira volta lançada e, no fim da atividade, baixou para 1:20.174s, mas permaneceu em 22º. O brasileiro resumiu o impacto da perda de tempo na pista: “O prejuízo foi importante para a minha preparação”.
Do outro lado da garagem, Nico Hülkenberg teve um dia bem mais produtivo. O companheiro de equipe de Bortoleto completou 60 voltas ao longo das atividades e fechou o TL2 com 1:19.023s, em 15º.
TL1 já havia reduzido a quilometragem de Bortoleto
A limitação do brasileiro começou ainda no Treino Livre 1, quando Slater assumiu seu carro. O piloto completou 14 voltas, mas também enfrentou dificuldades. Segundo ele, “o sistema de refrigeração comprometeu minha sessão”.
Com isso, a Audi saiu da sexta-feira com uma diferença grande de rodagem entre seus dois lados da garagem. A comparação direta entre Bortoleto e Hülkenberg também fica condicionada a essa preparação desigual, já que o brasileiro praticamente não teve sequência de voltas para trabalhar o acerto.
Altitude e pneus ampliam peso de cada volta no acerto
O trabalho no México ganha importância extra pelas características do circuito. O Autódromo Hermanos Rodríguez está a aproximadamente 2.285 metros de altitude, fator que influencia o comportamento do carro e a preparação ao longo do fim de semana. Além disso, a Pirelli levou os compostos C3, C4 e C5 para a etapa.
As mudanças de características de aderência e desgaste em 2026 também aumentaram o valor de cada saída à pista nas sessões de treino. Para a Audi, que soma 23 pontos e ocupa a oitava posição no Mundial de Construtores, a sexta-feira terminou com Bortoleto tendo 10 pontos no campeonato de pilotos, contra 13 de Hülkenberg.