No início do campeonato, a Mercedes dominou a disputa, mas o cenário mudou nas provas mais recentes. Além do crescimento das adversárias, a equipe também teve problemas de confiabilidade na unidade de potência, afetando Kimi Antonelli e George Russell.
Toto Wolff aponta limite financeiro para evolução do carro
Ao tratar da capacidade de reação da Mercedes, Wolff foi direto ao dizer que a equipe não tem recursos disponíveis para acelerar o desenvolvimento do carro atual. “Não temos dinheiro para implementar desenvolvimentos no carro”, afirmou o dirigente.
Na avaliação de Wolff, a disputa técnica ao longo da temporada segue sendo determinante no equilíbrio de forças da Fórmula 1. “É por isso que é uma corrida de desenvolvimento”, disse.
O campeonato opera sob teto de gastos de US$ 215 milhões, valor citado como cerca de R$ 1,1 bilhão. Dentro desse limite, as equipes precisam dividir recursos entre operação, confiabilidade e evolução de desempenho.
Reação da McLaren coincide com dificuldades da Mercedes
A pressão sobre a Mercedes aumentou depois das vitórias da McLaren nas duas últimas corridas, na Hungria e na Holanda, ambas com Norris. O avanço da rival ocorreu em paralelo aos problemas mecânicos enfrentados pela equipe de Wolff, que viu Antonelli e Russell sofrerem com falhas de confiabilidade da unidade de potência.
Questionado sobre a possibilidade de a Mercedes ter investido demais no começo do projeto, Wolff negou essa leitura. “Acho que não. Acho apenas que somos uma organização com um certo porte”, declarou.
A Mercedes ainda convive com a possibilidade de novas consequências esportivas ligadas às falhas mecânicas, já que punições no grid continuam como cenário em aberto caso os problemas se repitam.