Segundo a McLaren, a diferença de rendimento aumentou desde a atualização levada pela equipe na Hungria. Stella resumiu a leitura do time de forma direta: “Isso é puramente técnico”.
McLaren relaciona perda de rendimento ao comportamento da traseira
A explicação apresentada pela equipe passa pelo efeito da mudança de regulamento desta temporada, que reduziu a carga aerodinâmica geral e o nível de aderência dos carros. Nesse cenário, Piastri tem enfrentado dificuldades especialmente com a traseira.
O próprio piloto descreveu o problema de forma objetiva: “A traseira do carro está muito difícil de guiar”. Ao ser questionado se a diferença para Norris poderia ser explicada por acerto, Piastri afastou essa hipótese como causa principal: “No acerto, não exatamente”.
A leitura da McLaren é que o tema vai além de uma escolha de configuração de fim de semana e está ligado ao comportamento do carro nas condições impostas pelo regulamento atual e pelo pacote introduzido mais recentemente. Foi a partir desse período que a distância para Norris ficou mais evidente.
Sequência recente contrasta com recuperação anterior de Piastri
Norris venceu em sequência na Hungria e na Holanda. Do outro lado da garagem, Piastri foi apenas sexto depois de uma quebra em Budapeste, resultado que se somou às dificuldades de performance nas últimas etapas.
Stella também citou um pit stop lento como um dos fatores que prejudicaram a posição de Piastri naquela corrida. Antes desse recorte mais complicado, o piloto vinha de uma recuperação com dois pódios consecutivos, depois de não largar na Austrália e na China.
Esse contraste ajuda a explicar por que a McLaren trata o momento de Piastri como um problema de desempenho do conjunto em determinadas condições, e não como uma questão mental. Dentro dessa avaliação, a equipe liga o déficit atual ao comportamento do carro, sobretudo na traseira, e ao impacto que isso teve sobre a adaptação do piloto desde a atualização introduzida na Hungria.