No fim de semana, Leclerc e Hamilton já haviam perdido força no TL3 e no Q3. Em reta, a Ferrari ficou à frente apenas da Aston Martin, em um cenário em que até surgiu a avaliação de que a unidade de potência da equipe estaria abaixo da Audi. Mesmo assim, as trocas de rádio durante a corrida indicaram um problema mais amplo de ritmo, com impacto direto na capacidade de Leclerc de atacar os carros à frente.
Pedido de Leclerc no rádio mostrou limite de ritmo
Na volta 40, Leclerc pediu a volta de Antonelli enquanto tentava entender o que ainda era possível fazer na parte final da prova. Quatro voltas depois, Bryan Bozzi, engenheiro de corrida do piloto, atualizou a situação em relação a Max Verstappen e Antonelli.
Bozzi informou: “A volta-alvo é 38.9 para alcançar Verstappen com seis voltas para o fim”. Leclerc interrompeu a atualização e respondeu: “Não me importo! Me passa o Antonelli”.
Na sequência, Bozzi detalhou o tamanho da dificuldade: “Então, para alcançar o Antonelli, seria um 37.9, mas isso é pelo menos 1,3 segundo mais rápido do que achamos que conseguimos fazer”. A comunicação da Ferrari ainda indicava que, mesmo mantendo aquele ritmo, a expectativa era de perda de tempo nas voltas finais.
Queda após a sexta contrastou com resultado final
O contraste chamou atenção porque a Ferrari tinha mostrado força no início do fim de semana e terminou a corrida com Leclerc no pódio e Hamilton em quarto. Ainda assim, a perda de desempenho entre a sexta e os momentos decisivos do evento apareceu tanto na volta lançada quanto no stint final da prova.
O quadro também envolvia comparação de desgaste de pneus entre os pilotos, um dos elementos observados nas contas de ritmo da equipe durante a corrida, além de fatores como tráfego e condições de pista. Mesmo com o segundo lugar de Leclerc, a própria projeção da Ferrari indicava que ele estaria cerca de 1,3 segundo fora do ritmo necessário para buscar Antonelli nas voltas finais.
































