Russell confirmou que recorreu ao simulador naquele ano, mas contextualizou o cenário da época. “Em 2013, simuladores não eram algo comum para ninguém”, afirmou. Segundo ele, o objetivo era prático e ligado à rotina de formação fora da F1. “Servia mais como preparação para testes e para as corridas da categoria.”
Ferramenta era exceção para pilotos em formação
O contexto citado por Russell ajuda a explicar por que o simulador tinha valor maior naquele momento. Em 2013, simuladores ainda não eram um recurso disseminado, e nenhuma equipe júnior contava com essa estrutura, o que tornava esse tipo de treino menos acessível para pilotos em início de carreira.
Nesse ambiente, o uso do equipamento aparecia como alternativa para ganhar quilometragem virtual e se preparar para compromissos da base, incluindo testes e etapas de campeonatos como a Fórmula Renault, citada entre as entidades relacionadas ao caso. A explicação de Russell foi justamente nessa linha: o simulador era uma ferramenta de treinamento, não um indicativo de negociação ou de ligação esportiva com a Red Bull.
Horner citou Russell, Norris e Piastri ao falar da estrutura da Red Bull
A declaração inicial partiu de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull. Ao comentar o histórico de jovens pilotos que passaram pela estrutura da equipe, ele disse: “George Russell nos pagava para usar nosso simulador”. Horner incluiu também Norris e Piastri no mesmo grupo de nomes que recorreram ao equipamento antes de chegar à Fórmula 1.
Além de relatar o pagamento pelo uso da estrutura, Horner fez uma avaliação sobre o nível desses pilotos na época. “Esses garotos são melhores do que os juniores que temos no momento”, declarou. A fala colocou Russell de volta no centro de uma história do início da carreira, mas o piloto da Mercedes tratou o episódio como algo pontual, ligado a uma fase em que simuladores ainda estavam longe de ser parte comum da formação de jovens talentos.