A decisão tem efeito direto sobre o fim de semana da equipe porque evita, neste momento, um cenário de nova punição no grid por troca de componentes. George Russell já ultrapassou o limite de elementos da unidade de potência no GP do Bahrein e cumpriu punição no grid no GP de Singapura.
O adiamento também preserva Kimi Antonelli de um risco extra na reta final da disputa do campeonato. O piloto ainda pode conquistar seu primeiro título mundial de Fórmula 1, e uma punição no grid complicaria esse objetivo.
Como funciona a regra que liberou a atualização
A Mercedes recebeu autorização para a mudança pelo sistema ADUO da FIA, mecanismo criado para permitir atualizações de desempenho a fabricantes que estejam atrás da unidade de potência de referência.
Pela regra, fabricantes que estiverem pelo menos 2% abaixo da referência podem introduzir uma atualização por temporada. Se a diferença ultrapassar 4%, o limite sobe para duas atualizações no ano. No cenário atual, a Red Bull Ford é a referência usada para definir quem tem direito a esse recurso.
Em descrição oficial do mecanismo, a FIA afirma: “O sistema ADUO foi criado para fabricantes com unidades de potência menos competitivas.”
Mercedes segura pacote apesar da autorização
A liberação regulatória, portanto, não obrigava a Mercedes a colocar o pacote imediatamente em uso. A equipe tinha a possibilidade de estrear a atualização agora, mas preferiu não fazer isso no GP dos Estados Unidos e também não deve levar o conjunto novo para a prova seguinte.
Com Russell já acima do limite de componentes, o momento da introdução ganha peso esportivo. Qualquer troca adicional precisa ser administrada junto ao risco de novas punições no grid, enquanto Antonelli segue na briga por um possível primeiro título.
Até agora, a Mercedes não indicou quando pretende usar a atualização aprovada pela FIA para sua unidade de potência.