“Agora sou obrigado a ficar um pouco mais, porque teremos uma corrida na África”, disse Hamilton. O heptacampeão está em sua segunda temporada com a Ferrari e tem vínculo pelo menos até o fim de 2027, enquanto o cenário sobre sua continuidade na equipe e na categoria depois disso ainda não está definido.
Se seguir na Fórmula 1 em 2030, Hamilton terá 45 anos no início da temporada. A referência imediata citada nesse debate é Fernando Alonso, previsto para correr pela Aston Martin nessa mesma idade.
Etapa em Ruanda recoloca a África no radar da categoria
A Fórmula 1 anunciou o retorno de um GP africano com sede em Ruanda, mas ainda sem cravar a temporada de estreia. A previsão é de realização no início dos anos 2030. A última corrida da categoria no continente africano foi em 1993.
O acordo assinado por Ruanda para receber a prova é de 10 anos. Ao tratar do tema, Hamilton também adotou um tom cauteloso. “A gente realmente precisa tratar isso com humildade”, afirmou.
A notícia tem peso esportivo e simbólico para um calendário que não passa pela África desde 1993, mas a definição prática ainda depende do cronograma de estreia da corrida, que não foi confirmado junto com o anúncio.
Anúncio do GP gera críticas de entidade de direitos humanos
A confirmação do acordo com Ruanda provocou reação da Anistia Internacional. Felix Jakens, chefe de campanhas da Anistia Internacional no Reino Unido, criticou a iniciativa ao dizer que “Ruanda está comprando espaço nos maiores esportes do mundo para polir sua imagem”.
As críticas tratam o movimento como uma ação de “sportswashing”, em meio a questionamentos sobre direitos humanos no país. Esse debate já aparece em outras frentes da presença internacional de Ruanda no esporte.
Entre os exemplos citados está o patrocínio “Visit Rwanda” ao Aston Villa, estimado em 20 milhões de libras por temporada.