O cenário é delicado porque Verstappen já usou o número máximo de unidades para o motor de combustão interna, o turbo, a MGU-K, o armazenamento de energia, a eletrônica de controle e o sistema de escape. Além disso, ele já utilizou cinco dos seis componentes auxiliares permitidos.
Ao falar sobre a possibilidade de punição, Verstappen indicou que o risco existe, mas sem previsão definida. “Existe, sim, a possibilidade de termos que pagar uma punição em algum momento”, disse o piloto. “Mas no momento não há uma data definida para isso.”
Limite técnico aumenta pressão sobre o restante da temporada
Com vários itens principais da unidade de potência já no limite, qualquer necessidade extra de troca pode se transformar em sanção esportiva. No caso dos componentes auxiliares, a punição passa a ser aplicada quando o piloto chega à sétima unidade, e Verstappen já consumiu cinco das seis permitidas.
A situação ajuda a explicar por que a gestão de componentes passa a ser um tema importante na reta final do ano. Sem ter sofrido punição até aqui, Verstappen segue em condição mais confortável do que outros pilotos que já precisaram exceder a cota, mas o espaço para novas trocas ficou reduzido.
Problemas mecânicos já afetaram o carro de Verstappen em 2026
A temporada de Verstappen já teve problemas mecânicos na China e em Mônaco, episódios que contribuíram para o avanço no uso dos componentes da unidade de potência. Embora a Red Bull ainda não tenha apontado quando uma eventual troca extra pode acontecer, o histórico do carro em 2026 ajuda a colocar o tema em pauta.
Outros pilotos também já enfrentaram penalidades ligadas ao conjunto de motor neste campeonato. Isack Hadjar foi punido por troca do motor de combustão interna, enquanto Liam Lawson recebeu uma punição na Itália por trocas de componentes da unidade de potência.