O local foi por décadas a casa do programa de motores da Renault na Fórmula 1. A montadora encerrou seu departamento próprio de motores no fim do ano passado, e a negociação agora transfere a estrutura para um novo controlador.
Axel Plasse, vice-presidente da Alpine Tech, disse que a operação foi desenhada para preservar o conhecimento acumulado na instalação. “Esta transação representa uma oportunidade sólida e coerente de proteger e desenvolver ainda mais essa expertise”, afirmou.
Acordo inclui estrutura operacional da Alpine Racing
Além da planta de Viry-Chatillon, a aquisição abrange a Alpine Racing SAS e os recursos necessários para operar o complexo. Do lado do comprador, o Dumarey Group tratou o negócio como uma forma de aproveitar a experiência técnica construída pela Renault em seu programa de motores de Fórmula 1.
Em manifestação sobre a compra, o grupo afirmou que o acordo cria oportunidades para utilizar a experiência da Renault com motores da Fórmula 1. A venda formaliza um novo destino para uma instalação que por anos esteve ligada ao desenvolvimento interno da marca na categoria.
Negócio acontece em meio a mudanças no endurance
A movimentação ocorre em um momento de reorganização mais amplo nas atividades de competição ligadas à Alpine. A marca vai deixar o Mundial de Endurance no fim deste ano, enquanto o prazo de inscrição para a temporada 2027 da Hypercar termina em 25 de novembro.
Nesse cenário, a Signatech, parceira de fábrica da Alpine, quer seguir com o A424 sob outra marca em 2027. Hoje, os motores dos A424 LMDh são construídos pela Mecachrome.
A continuidade desse projeto aparece como uma frente paralela às mudanças na estrutura de Viry. As conversas entre Signatech e Geely, que eram tratadas como uma possibilidade para esse caminho, perderam força e não avançaram.