“Vamos dar à Honda outra oportunidade, especialmente do lado da unidade de potência”, disse Alonso.
A Aston Martin e a Honda vêm lidando com problemas no conjunto RA626H, e a fabricante japonesa introduziu atualizações ao longo do campeonato na tentativa de corrigir falhas do projeto. Alonso tratou esse cenário com cautela e evitou fazer promessas sobre o salto de desempenho já na próxima temporada. “Eu não tenho garantias de que 2027 será mais divertido”, afirmou.
Nova divisão de potência entra no cenário da parceria
Entre os pontos que cercam a expectativa para os próximos anos está a mudança na distribuição de potência entre o motor de combustão interna e os sistemas elétricos. A proporção passará a ser de 60% combustão e 40% elétrica em 2028, alteração que pode influenciar o comportamento dos projetos em desenvolvimento e abrir um novo contexto técnico para a Honda.
O comentário de Alonso surge em um momento em que a parceria com a Aston Martin ainda tenta superar obstáculos de desempenho e confiabilidade. A avaliação do piloto é de que a fabricante japonesa merece ser julgada também dentro desse próximo ciclo, e não apenas pelo início conturbado do atual programa.
Vibrações agravaram os problemas do pacote atual
Os desafios da Aston Martin não ficaram restritos ao rendimento geral da unidade de potência. Adrian Newey alertou para o risco de “danos nervosos graves” em Alonso e Lance Stroll por causa das vibrações severas enfrentadas no carro, um dos problemas mais evidentes do pacote técnico atual.
Mesmo nesse contexto, Alonso seguirá na Fórmula 1 em 2027, ano em que disputará sua 24ª temporada em corridas de Grande Prêmio. Se largar em uma prova válida pelo Mundial, será o primeiro piloto de 46 anos a competir em um GP desde Maurice Trintignant, no GP da França de 1964.
Ao falar sobre a continuidade da carreira, Alonso indicou que a motivação segue intacta. “Enquanto eu sentir isso aqui dentro, acho que ainda não é hora de parar”, declarou.