A equipe soma 11 pontos depois de 14 etapas e ocupa a nona posição no campeonato de construtores, à frente apenas de Aston Martin e Cadillac. O cenário ajuda a explicar o tom adotado por Vowles ao falar sobre o restante da temporada: “Foi um ano difícil, e vai continuar sendo um ano difícil até o fim.”
Pacote no Azerbaijão deve render apenas “pequenos passos”
A Williams prepara um pacote significativo de atualizações para a etapa do Azerbaijão, marcada para 24 a 26 de setembro. Mesmo assim, a expectativa interna é limitada. Vowles afirmou que as peças novas não devem levar a equipe ao nível mínimo de competitividade que ele gostaria de ver em 2026.
“Elas não serão suficientes para nos colocar nem perto do mínimo que eu gostaria”, disse o chefe da Williams. A avaliação da equipe é de que ainda haverá evolução ao longo da temporada, mas em escala reduzida, com “pequenos passos” em vez de uma recuperação mais ampla no grid.
Problemas de desenvolvimento pesam desde a pré-temporada
Vowles atribuiu parte das dificuldades a erros cometidos no desenvolvimento inicial do carro. Segundo ele, essas falhas criaram limitações que não serão totalmente corrigidas com as atualizações previstas para o restante do campeonato.
“Muitos dos erros que cometemos vão permanecer conosco até o final deste ano”, afirmou. Um dos sinais desses problemas apareceu já nos testes de pré-temporada, quando o carro da Williams chegou ao Bahrein acima do peso.
Esse ponto técnico comprometeu a base do projeto e ajuda a explicar por que a equipe não trata o pacote do Azerbaijão como solução imediata para a falta de desempenho. A expectativa, dentro da própria Williams, é apenas reduzir parte da desvantagem acumulada ao longo de 2026.
Ao falar sobre o futuro, Vowles indicou uma visão mais otimista para a temporada seguinte. “Acho que vamos avançar no grid? Sim”, disse o dirigente ao comentar a perspectiva da equipe para 2027.